Crônica: o dia em que Deus estragou o som

Publicado por Eduardo Kormives em janeiro 29, 2018 Blog | Inspiração | Tags:, , , , , , , , | Sem comentários

Maurício Chitão
Equipe liderança MC2 Floripa 

Janeiro, mais uma quinta-feira à noite no centro de Florianópolis. Cidade movimentada e com chuva. Para nós, nunca é apenas outra quinta-feira. Faz dois meses que, toda semana, vamos ao Largo da Alfândega, um dos cartões-postais da cidade, fazer o Movimento ao lado da Batalha de Rap.

Jovens de todas as tribos se reúnem lá e nós vamos porque só a nossa tribo não está representada. Somos de qualquer tribo diferente, o que nos une é o fato de que somos salvos pelo amor de Cristo e Ele nos chamou para alcançar todas as pessoas com seu amor.

Ficamos juntos, fazemos um som e oferecemos amor e oração. Falamos muito sobre o Deus que nos salvou. A cada quinta-feira, temos uma experiência diferente. A cada quinta a opressão cresce, tenta nos fazer parar, problemas brotam em nossas vidas. Não paramos.

O dia que Deus estragou o som . Janeiro, mais uma quinta feira a noite no centro de Florianópolis. Cidade movimentada e com chuva. Para nós, nunca é mais uma quinta feira. . Faz 2 meses que toda semana vamos no Largo da Alfandega fazer o Movimento ao lado da Batalha de Rap. Lá, jovens de todas as tribos se reúnem e nós vamos lá porque só nossa tribo não está representada. Somos de qualquer tribo diferente, o que nos une é que somos salvos pelo amor de Cristo e Ele nos chamou para atingir todas as pessoas com seu amor. . Ficamos juntos, fazemos um som e oferecemos amor e oração. Falamos muito sobre o Deus que nos salvou. Cada quinta uma experiência diferente. Cada quinta a opressão cresce, tenta nos fazer parar, problemas brotam em nossas vidas. Não paramos. . Chegamos no lugar onde sempre ficamos e já somos reconhecidos. Começamos a fazer um som. Deus é palpável para nós, louvamos com muita força, nossa voz era ouvida longe. A chuva leva a batalha para baixo dos tetos do terminal velho e nós seguimos junto. . Ficamos longe, ninguém nos enxergava. Precisávamos de um lugar para ser visto, que parassem e ouvissem, onde pudéssemos abordar as pessoas de uma forma mais natural do que nos infiltrar nas rodas de conversa. Mudamos o lugar mas a sensação era a mesma. Começamos o som, louvamos a Deus mas ainda imperceptíveis. Oramos pedindo direção a Deus, nos colocamos nas mãos dEle. . Nossas ideias já tinham se esvaído. Conversamos. Continuamos firmes ali. Chegaram dois jovens, rostos conhecidos na batalha. Nos abordam: – O som estragou, ouvimos a batida do Cajon, vocês não querem fazer o beat para a rima? Claro que fomos, entramos no meio da roda apertada da rima. Começamos a fazer a batida, cajon e dois violões. Que loucura! O som voltou, eles quiseram continuar. Nós ali, em evidência no meio da multidão. O nosso som era ouvido, percebido, necessário. Deus é sempre necessário. Acabou a batalha. Na hora de agradecer ele perguntou o nosso nome, pedi a palavra no microfone. Falei quem somos e porque estamos ali. . Deus sempre responde a oração, Deus sempre é necessário. O Espirito Santo sempre fica em evidência quando trabalhamos para Ele. . Movimento Chitão

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Chegamos ao lugar em que sempre ficamos e já somos reconhecidos. Começamos a fazer um som. Deus é palpável para nós, louvamos com muita força, nossa voz é ouvida ao longe. A chuva leva a batalha para baixo dos tetos do terminal velho de ônibus e nós seguimos junto.

Ficamos longe, ninguém nos enxerga. Precisamos de um lugar em que fôssemos vistos, em que as pessoas parassem e ouvissem e onde pudéssemos abordá-las de uma forma mais natural do que nos infiltrar nas rodas de conversa. Mudamos de lugar, mas a sensação segue a mesma. Começamos o som, louvamos a Deus, mas ainda nos sentimos imperceptíveis. Oramos pedindo direção a Deus, nos colocamos nas mãos dEle.

Nossas ideias já se esvaíram. Conversamos. Continuamos firmes ali. Chegaram dois jovens, rostos conhecidos da batalha. Nos abordam com a pergunta:

O som estragou, ouvimos a batida do cajon, vocês não querem fazer o beat para a rima?

Claro que vamos, entramos no meio da roda apertada da rima. Começamos a fazer a batida, cajon e dois violões. Que loucura! O som voltou, eles querem continuar. Nós ali, em evidência no meio da multidão. O nosso som é ouvido, percebido, necessário. Deus é sempre necessário. Acaba a batalha.

Na hora de agradecer, ele pergunta o nosso nome, peço a palavra no microfone. Falo quem somos e por que estamos ali. Deus sempre responde a oração, Deus sempre é necessário. O Espirito Santo sempre fica em evidência quando trabalhamos para Ele.

Somos o Movimento,
Chitão

 

 

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