Bons ventos sopram a favor do Último Barco

Publicado por Jadson Fernandes Luz em outubro 14, 2016 Blog | Cultura | Tags:, , , , | Sem comentários

Acompanhei um show do Último Barco em 2015, pouco depois de a banda ter zarpado para singrar os mares do rock, e outro recentemente, no TamoJunto 2016. A evolução evidente mostra que a banda de Floripa não está à deriva: há uma intenção e uma rota em curso. Ou como eles mesmos cantam em Assim eu vou:

Posso ver um caminho/ e dizer: “Não estou sozinho”
Porque sei, tu está comigo/ seguirei tão tranquilo (…)
E assim eu vou.

Apesar do pouco tempo de vida no mar, as músicas soam autênticas e existe uma química no palco. Ouvi o Último Barco pela primeira vez quando a banda lançou sua faixa de estreia no YouTube. Indolência me cativou pela intro misteriosa e a sonoridade oitentista, talvez pelo dedilhar da guitarra e a marcação do teclado. Mas a hora que ouvi o “Iuuui iuuui” (não sei como se traduz isso em texto) me veio um pouco de Foster the People à mente, o que foi um ótimo sinal.

Formada por Gui, Larry Carlos, Marlon Tg, Samael Felipe e Victor Neuhaus, o grupo estreou nos palcos em 2015. O nome Último Barco surgiu em um sonho, conta o guitarrista Marlon Tg. “Acordei com esse nome na cabeça. As pessoas curtem e dizem que é muito nome de banda mesmo, mas não é muita gente que pergunta de onde saiu não.”

Mistura de Elis Regina com Kings of Leon

Com três singles na bagagem  – as já citadas Indolência e Assim eu vou e Até você voltar –, o mais recente lançado em agosto, o Último Barco não tem medo de explorar diversas vertentes da música nacional. “Ouvimos muita coisa, sério, na maioria das vezes estamos ouvindo bandas novas. Valorizamos a cena musical nacional, então estamos sempre procurando conhecer o som de outras cidades. Temos uma cena linda, só que o pessoal não conhece”, destaca o guitarrista.

A lista passa por Medulla, Elis Regina, Foals, Coldplay e Kings of Leon, entre outros. O tecladista e compositor Victor Neuhaus não hesita em brincar com a pergunta. “Nos inspiramos em Reginaldo Rossi também”.

No fim das contas, essa mistura funciona. A faixa Assim eu vou, terceira gravada pela banda, surpreende positivamente. Um vocal com notas altas, uma guitarra que toma um caminho diferente do que os ouvidos esperam e um baixo empenhado em manter a canção forte. Os guris dizem que namoram o indie rock, mas têm um relacionamento próximo com o britpop e o pop rock. E é dessa forma que a banda prova que tem personalidade para somar no cenário brasileiro.

EP nos planos para 2017

A rota do Último Barco inclui a finalização de um EP no primeiro trimestre de 2017. Outras novidades podem vir à tona até lá. “Estamos trabalhando também no próximo trampo, mais maduro e coeso com a nossa proposta. Vamos submergir nesse novo trabalho pra fazer o Mar Vermelho se abrir”, brinca Marlon Tg. “A ideia é a separação das águas mesmo, mas isso é para o ano que vem, não conseguimos mensurar uma data ainda”, pontua ele. Iremos esperar curiosos pela próxima viagem da Último Barco. Afinal de contas, como diria o grande Fernando Pessoa: “navegar é preciso, viver não é preciso”.

Para saber mais

Facebook: www.facebook.com/ultimobarco
Soundcloud: @ultimobarco
Instagram: @ultimobarco
Twitter/Periscope: @ultimobarco

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