Você precisa descobrir (e ouvir) Deise Jacinto

Publicado por Jadson Fernandes Luz em junho 16, 2016 Blog | Cultura | Tags:, , , , | Sem comentários

Dia desses, a mensagem de um amigo nas redes sociais me levou a um achado chamado Deise Jacinto. A blumenauense de 30 anos e o seu som folk me conquistaram de partida. De sorriso singelo e – arrisco –envergonhado, Deise canta com delicadeza e revela intimidade com a caneta e o papel, um misto de Jack Johnson e Clarice Falcão.

Inventor do Tempo, uma de suas canções mais ouvidas do Spotify, ilustra bem o que eu quero dizer. Especialmente nos versos abaixo.


Como pode um pintor ser refém da sua própria obra
Ou quem sabe um escritor prisioneiro em sua história
Quanto tempo eu perdi sem te buscar
Quanta espera o tempo já te fez passar
Não sei como o inventor do tempo esperou pelo o meu amor
Não sei como o dono do universo teve que pedir meu coração

Ouvindo um pouco mais de seu trabalho, confesso que é difícil encontrar versos que não sejam construídos com cuidado. Um talento precoce que já era evidente aos 17 anos, quando ela decidiu mergulhar na música – ainda teve um empurrãozinho da mãe que já foi professora de violão. A carreira oficial começou com a gravação de Som do Coração, em 2012. O passo seguinte foi o álbum Final Feliz, lançado em fevereiro de 2015.

Eu ouvi o disco enquanto escrevia post. Senti felicidade até certo ponto, porque ao chegar ao fim, bateu uma tristeza de não haver mais músicas – graças a Deus existe repeat.

Deise assinou contrato com a Sony Music Gospel e lançou um clipe no início do mês para a canção Me leva, que está no início do post. É reconfortante saber que todo o sucesso alcançado pela cantora é dedicado ao inspirador das músicas. Disse ela no Facebook:

Lembro do dia que ouvi a master do meu singelo CD, me lembro da oração que fiz pedindo que o Senhor fizesse esse trabalho chegar aonde ele fosse relevante pra vida de alguém.

Graças a Deus chegou até nós. Torço muito para o crescimento dessa catarinense. Ela escreve canções do coração, que fogem dos clichês do mundo gospel e merecem alcançar um público muito maior.  Ou nas palavras dela: “Pra que o mundo leia o teu amor em mim/Em poesia possam ver o teu amor sem fim”.

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