Comida, presentes e algo mais

Publicado por Eduardo Kormives em dezembro 26, 2015 Blog | Pastorais | Tags:, , , , , | Sem comentários

banquete

Eduardo Kormives
pastor do MC2 e jornalista

Você já notou que provavelmente faça a melhor refeição do ano na véspera de Natal? Mesa farta, receitas de família preparadas para a ocasião, roupas novas, toalhas usadas apenas em jantares especiais, convidados queridos, pegação de pé dos irmãos.

Não é coincidência que uma ceia tão especial ocorra no dia escolhido para lembrarmos por que Jesus se fez um de nós. Para mim, Natal sempre foi sinônimo de presente, casa cheia e comida, muita comida boa. Uma de minhas melhores memórias da data, aliás, é a água na boca provocada pela expectativa de saborear as cocadinhas da minha avó.

Na vida de Jesus aqui na Terra, a comida também teve um papel central em ocasiões importantes. Ele disse que sua comida era fazer a vontade de quem o havia enviado e terminar o trabalho recebido (João 4:34). Mandou que seus seguidores dessem algo para que uma multidão faminta comesse antes de mandá-la para casa (Lucas 9:13).

Mais tarde, ficou evidente que não falava só do pão de trigo, como entenderam a princípio os seus aprendizes. Jesus declarou com todas as letras ser o próprio Pão Vivo enviado dos céus, o único capaz de alimentar a nossa alma e nos fazer viver para sempre (João 6:51).

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Jesus declarou com todas as letras ser o Pão Vivo enviado dos céus

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Tampouco é coincidência que o Deus Emanuel, o Deus conosco, tenha recorrido à ilustração de um suntuoso banquete de casamento real (Mateus 22) para explicar o Reino que Ele veio implantar na Terra. Um Reino do qual somos convidados a participar não por méritos próprios, mas pela graça e misericórdia infinitas do Rei que o organizou.

Nem que o último momento de intimidade com seus seguidores tenha sido também a última refeição compartilhada antes de o Messias enfrentar a cruz.
— Como tenho desejado comer este jantar da Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento!, afirmou Jesus, mesmo sabendo exatamente o que viria a seguir.

Naquela mesma noite, durante a comunhão à mesa, Ele transformou pão e vinho compartilhados entre os convidados no símbolo mais forte da nova aliança entre Deus e o ser humano (Lucas 22:14-20). Uma aliança que inclui nossa restauração e reconciliação com o Pai, uns com os outros, com nós mesmos e com a criação.

Comam e bebam e vivam plenamente, Ele continua a dizer. Mas a mesa farta, a alegria de rever família e pessoas queridas e a sensação gostosa de dar e receber presentes não servem apenas para trazer à nossa memória do que já passou, o primeiro Natal. Servem para antecipar o fim da história e rememorar a promessa que nos enche de esperança.  A promessa declarada pelo profeta Isaías milhares de anos atrás.

No monte Sião, o Senhor Todo-Poderoso vai dar um banquete para todos os povos do mundo; nele haverá as melhores comidas e os vinhos mais finos.

E ali ele acabará com a nuvem de tristeza e de choro que cobre todas as nações. O Senhor Deus acabará para sempre com a morte. Ele enxugará as lágrimas dos olhos de todos e fará desaparecer do mundo inteiro a vergonha que o seu povo está passando. O Senhor falou.

Naquele dia, todos dirão:
— Ele é o nosso Deus. Nós pusemos a nossa esperança nele, e ele nos salvou. Ele é o Senhor, e nós confiamos nele. Vamos cantar e nos alegrar porque ele nos socorreu.

Isaías 25: 6-9

 

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