Por que James Bay não é mais um enlatado pop

Publicado por Jadson Fernandes Luz em outubro 15, 2015 Blog | Cultura | Tags:, , , , , | Sem comentários

Confesso que estava ansioso pra falar sobre o artista do post. Conto os motivos a seguir. As veias se sobressaem no pescoço de James Bay quando ele alcança notas mais altas, parece coisa de cantor amador – mas, acredite, não é. E não é só por isso que o guitarrista e compositor inglês de 24 anos, que deu os primeiros passos como cantor de rua, chama a minha atenção.

O inseparável chapéu, violão, cabelo comprido e calça skinny compõem o visual. À primeira vista, pensei: é outro enlatado pop da vida, tipo OneDirection. Mudei de ideia depois de ouvir o disco Chaos and the Calm, lançado em março, que alcançou o topo das paradas britânicas. Precedido por quatro EPs, o álbum é excelente, que torna difícil escolher a melhor música. Na dúvida, destaco quatro: Craving, Scars, Let It Go e When We Were On Fire.

Para quem gosta de uma canção pra cima, Craving, que abre o disco, é obrigatória. E antes que alguém confunda, aLet It Go em questão não é aquela canção do filme Frozen que sua sobrinha tanto ama. Lenta, com uma introdução dedilhada, refrão grudento e rimado, essa Let It Go foi a primeira música de James que me conquistou, ouvi durante um dia inteirinho. Sim, isso é possível, e creio que você já tenha feito isso também.

When We Were On Fire tem alma country e não perde em nada para as outras músicas do álbum, além de ser dançante. Já Scars foi amor à segunda vista. Sim, na primeira orelhada não vi nada demais nela. Além de ser uma música que cresce, tem um clipe sensacional, com iluminação e edição surpreendentes.

Bom mesmo?

 
É inegável que James Bay começou a carreira com o pé direito. No início de 2013, pouco depois de lançar o primeiro EP, abriu um show dos Rolling Stones no famoso Hyde Park, em Londres. Este ano, ficou em segundo lugar no BBC Sound of 2015, um ranking anual de 15 nomes feito por voto de críticos e pessoas da indústria fonográfica. A ideia é apontar bandas/artistas com alta probabilidade de estourar com o grande público nos próximos 12 meses.

O Sound of já teve grandes acertos, como 50 Cent (2003), Keane (2004) e Adele (2008), mas prova dos nove para mim são os shows ao vivo. Recorri ao Youtube para conferir como James Bay se sairia no palco. Olha, fiquei ainda mais surpreso, positivamente. Principalmente com os acústicos em meio a cenários de filmes, sem nenhuma parafernalha, só no gogó e violão afinados.

Bay se revela seguro e mostra personalidade, mesmo com as veias saltando do pescoço. Dou um ano para esse cara estar na boca do povo, seja ele japonês, americano ou brasileiro. Estilo e talento não lhe faltam.

PS1. Fãs de OneDirection, não me odeiem, já dancei What Makes You Beatiful no Just Dance do XBox.

PS2. Se você ficou curioso, a banda número um do Sound of 2015 foi a Years & Years

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