Adotando uma Missão: apoio a mulheres que lutam contra a dependência

Publicado por Katia Farias em março 23, 2015 Blog | Tags:, , , , , , | Sem comentários

O projeto Adotando uma Missão, do MC2 Criciúma, decidiu apoiar a Comunidade Terapêutica Acolhedora Rosa de Saron, de Siderópolis, em 2015, um centro de recuperação para dependentes químicas e de álcool.

No sábado (14), nossa equipe fez uma visita lá e serviu um café caprichado para as 17 mulheres acolhidas atualmente. São mulheres como a gente, com família, marido e filhos, que, em algum momento infeliz, tomaram decisões erradas e seguiram por esta estrada. Também são mulheres que tiveram forças para pedir ajuda e que lutam para retomar o controle das próprias vidas e voltar ao convívio social.

Em uma tarde quente, levamos bolo, doces e salgados, passamos um café gostoso, fizemos um suco gelado e sentamos à mesa com Marias, Júlias, Terezas, Amandas e Natálias. Uma delas, tímida e de poucas palavras conversou comigo, ou melhor, eu conversei com ela. Joana (nome fictício), de 27 anos, teve o primeiro contato com drogas bem nova. As marcas espalhadas pelo corpo revelam o preço que ela pagou pela escolha. Joana não faz planos para daqui um ano ou seis meses. Ela luta, hoje, para passar mais um dia limpa.

Embora tímida, Joana me contou parte de sua história, como, por exemplo, que as suas duas filhas estão sendo criadas por parentes. As marcas de sofrimento muito intensas no rosto, nos braços e nas pernas contam sobre o passado. As unhas feitas, a vontade de voltar a cuidar de si, mudar de vida e ser feliz falam sobre o futuro.

“Eu fumava crack, vivia no trilho, quer dizer, eu fumava tudo que me davam. O que aparecia eu ia fumando. Vida louca mesmo. Mas agora chega, quero mudar de vida. Deu pra mim”, contou Joana, sempre com olhar perdido no horizonte.

Neste ano temos certeza de que algo especial e transformador pode ser feito naquele lugar. Podemos incentivar Joanas, Marias, Júlias, Terezas, Amandas e Natálias a seguir em frente e lutar pela vida do jeito que sabemos fazer: servindo, abraçando, conversando, orando e participando deste processo.

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