Amar é Repartir em Brasília: muitas línguas, um sentimento

Publicado por Eduardo Kormives em março 17, 2015 Blog | Tags:, , , , | Sem comentários

Brasília perdeu a disputa pela abertura da Copa do Mundo no ano passado, mas abriu a temporada de ações do Amar é Repartir em 2015, o que para nós, do MC2, tem o mesmo peso de um evento esportivo global – ainda mais depois daquele 7 a 1.

Brincadeiras à parte, o pessoal do cerrado (um grupo ainda pequeno, mas esforçado) serviu, neste sábado de manhã (14), uma café da manhã especial para os professores voluntários do Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), ligado à congregação católica das irmãs scalabrinianas.

Todo sábado, esses voluntários acordam cedo e bem dispostos para ensinar português a refugiados à espera do julgamento do processo de visto, principalmente ganeses e paquistaneses, na Escola Classe 431, em Samambaia. Se você nunca esteve em Brasília, basta dizer que é longe, bem longe do plano-piloto, região central da capital.

Para quem não está familiarizado, o Amar é Repartir é o nome uma série de pequenos eventos para a comunidade. Normalmente, são mesas caprichadas de café que fazemos questão de servir a grupos de pessoas nos seus ambientes de trabalho. É a nossa maneira de dizer a estes profissionais que o que eles fazem, embora passe despercebido muitas vezes, é importante e faz diferença na vida de outras pessoas.

Já servimos professores, servidores públicos, lixeiros, funcionários de hospitais, voluntários e outros grupos em Criciúma, Floripa, Nova Veneza e Brasília.

Em Samambaia, depois dos professores, a equipe do MC2 Brasília aproveitou para oferecer um café reforçado aos alunos e ajudou a organizar um bazar que distribuiu roupas e outros apetrechos aos estrangeiros.

Mais uma vez ficou claro que a linguagem da gentileza é universal. Às vezes em inglês, às vezes com gestos, a conversa fluiu. Nós enrolamos a língua para pronunciar nomes complicados, nos solidarizamos com histórias de vida repletas de obstáculos e superação, ensinamos que usar chinelos do Flamengo não é legal (brincadeira) e muitas outras coisas, tudo apenas em uma manhã.

O MC2 Brasília se despediu deste café global com a promessa de voltar para servir (e aprender) mais. Obrigado, ou “me da wo ase”, como diriam os ganeses falantes do dialeto twi.

 

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