Plantei sementes de esperança no sertão do Piauí

Publicado por Eduardo Kormives em fevereiro 23, 2015 Blog | Tags:, , , , , | Sem comentários

Vocês lembram que a Viviane Casagrande, estudante de Moda do MC2 Floripa, partiu para uma viagem de 3,5 mil quilômetros com destino ao sertão do Piauí nas férias?

Pois é, ela integrou um grupo de 400 voluntários do projeto sociomissionário Impacto Sertão Livre 2015, com gente de todo o país.

Durante 10 dias em janeiro, a Vivi morou e trabalhou na pequena Acauã, com menos de 7 mil moradores. Ela voltou sã e salva, mas completamente transformada pelo que viveu, viu e ouviu.

A pedido do Mc2oficial, a Vivi resumiu a experiência neste relato. Leia até o final porque você também sairá inspirado a se tornar resposta de oração.



“Ainda não encontrei palavras que expressem o que vivi nos últimos dias. A viagem mal terminou, mas eu já sinto pura saudade das pessoas que encontrei, dos abraços que me acolheram, dos sorrisos que me contagiaram, das histórias que trouxe comigo, que quero levar para a vida toda.

A nossa chegada a Acauã parecia algo que eu só tinha visto em filmes, mas estava ali, diante dos meus olhos. As pessoas nos esperavam, observando ansiosas das janelas/portas de suas casas, com um sorriso largo.

No dia seguinte à nossa chegada, começaram as atividades com as equipes formadas: equipe de criança, médica, de construção e de evangelismo. Lembro-me de sentir medo, afinal eu não sabia o que esperar e logo partiríamos para as comunidades/vilarejos.

Mas eu senti Deus comigo em todos os momentos, de mãos dadas, como um pai que leva uma filha para passear, andando juntinho. Ele o tempo todo conversando comigo, dizendo que eu não precisaria me preocupar, que me capacitaria e daria sabedoria para (lidar com) quaisquer situações.

Toda manhã nos reunimos no alojamento para o devocional e logo em seguida partimos para as atividades, tanto nos vilarejos quanto na cidade Acauã. Diante das casas, batíamos palmas e perguntávamos se podíamos entrar para uma visita. As famílias nos receberam com um abraço e um sorriso, oferecendo logo um banco ou cadeira para sentar.

Eu me senti vivendo o mais simples e puro evangelho, com o próprio Jesus entre as pessoas ensinando a Palavra de Deus. Pude conhecer histórias, compartilhar a minha história também, apresentar Jesus, orar, ler, cantar hinos (sim, eu cantei! haha).

Tivemos momentos únicos e especiais, reconciliações com Deus, salvação, curas. E também tive a oportunidade de parar em uma casa em que moram três ateus e uma cristã – Maria Auxiliadora e seus filhos (algo bem raro em Acauã, onde a grande maioria das pessoas é católica).

Foi algo muito diferente. Vários questionamentos levantados pelos nossos anfitriões abriram espaço para um diálogo, sempre com respeito.

Ao final da visita, pedimos para orar pela família. Lembro-me de abraçar dona Maria muito forte e falar que ela não era a primeira cristã da sua casa por acaso, que Deus cuidaria deles e que a dona Maria continuasse firme em oração. Pude ver nos seus olhos o quão feliz ela estava com a nossa visita. Como este encontro foi especial para todos nós.

Houve um dia em Acauã em que eu pude ir ao um culto à noite, com algumas pessoas do Impacto Sertão Livre. A igreja ficou pequenininha e a reunião foi realizada ao ar livre!

Gente, é incrível como Deus é perfeito o tempo todo. A igreja nos recebeu com todo amor e carinho. Foi tudo maravilhoso: sob o céu completamente estrelado, louvamos a Deus juntos.

Fomos para um cantinho e decidimos levantar uma oferta para ajudar a igreja. Todos nós começamos a contribuir conforme cada um podia.

Entregamos a oferta à igreja, para dar continuidade à construção do templo – eles estão em uma sala alugada. Todos se emocionaram e pude ver o milagre do Senhor. A obra dEle não para nunca!

Depois que partimos, choveu tanto em Acauã quanto em Betânia, as duas cidades em que os voluntários do Impacto Sertão Livre foram recebidos.

Caiu chuva por mais de três horas em locais que enfrentavam a seca havia mais de três anos. Muitas famílias da região dependem exclusivamente das lavouras no sertão para o seu sustento.

A cada visita que eu fiz, os moradores pediram oração por chuva e a nossa recompensa foi essa, chuva muita chuva! Deus é perfeitamente zeloso, Ele ouve e atende o clamor dos seus filhos.

Jamais vou esquecer do tempo que passei no sertão, dos momentos que tive o privilegio de presenciar. O povo sertanejo me conquistou de uma maneira que somente o amor do Pai é capaz de explicar. Hoje, aqui em Floripa, oro para que a semente plantada floresça, dando frutos, trazendo esperança.

Sou grata por ter sido transformada por eles, por cada ensinamento, por cada troca! Meu coração está completamente cheio de gratidão.”

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Como o MC2 chegou ao sertão do Piauí

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