Deixa que eu toco sozinho!

Publicado por Jadson Fernandes Luz em dezembro 5, 2014 Blog | Cultura | Tags:, , , , , , , | Sem comentários

Jadson Luz

– Toca aí!
–  Deixa que eu toco sozinho.

Duvido que você nunca tenha caído nesta clássica piadinha tosca. Na música, a turma do deixa-que-eu-toco-sozinho também segue se renovando a cada geração.

Pensando nisso, escolhemos três artistas que encarnam com perfeição o espírito one man band, seja pelo tamanho do ego ou do talento.

#1. James Morrison

 

Comecemos pelo britânico James Morrison: esqueça a pose de galã e o hype fashionista e se concentre apenas no timbre de voz invejável.

Morrison vale ser ouvido por ser um cantor completo, dono de voz, carisma e um repertório classudo, qualidades autoevidentes no vídeo acima – afinal de contas, quem sabe faz ao vivo, não?

Sua discografia inclui Undiscovered (2006), Songs for You, Truths for Me (2008) e The Awakening (2011)

#2. John Frusciante

 

O tatuado, barbado e cicatrizado John Frusciante lapidou o talento bruto em duas passagens pelo Red Hot Chilli Peppers – a segunda durou até 2009.

Mergulhado em sua guitarra Fender ou Gibson, Frusciante arrancou o melhor da própria alma nos discos solos. Mas vale o aviso: são músicas que não convencem aqueles ouvintes distraídos em busca de som ambiente. É preciso concentração para conseguir entender a profundidade do americano.

Pena que seus trejeitos impagáveis no palco serão vistos cada vez mais raramente daqui pra frente. Em uma entrevista à Billboard, Frusciante afirmou:

Eu não tenho interesse em tocar ao vivo. Eu não me vejo mais como um artista que faz shows. Nunca foi algo natural para mim. Foi algo em que me adaptei, mas nunca uma expressão de quem eu sou. Não sou um ‘performer’. Não gosto do efeito que a plateia tem em mim, porque para mim a música é algo que vem de dentro.

O RHCP não é mais o mesmo sem Frusciante. Não é pior, mas perdeu muito da alma no negócio, se é que vocês nos entendem.

Ah, não esperem ver o Frusciante do RHCP no álbum solo. Ele está em outra. Confiram: The Empyrean (2009), PBX Funicular Intaglio Zone (2012) e Enclosure (2014)

#3. Justin Jarvis

 

O sujeito do último parágrafo é um nome ainda relativamente desconhecido. Justin Jarvis tem aberto um caminho na música cristã que, espero, venha a ser seguido por mais gente talentosa. O cabeludo tem estilo, letras profundas e sabe a hora de explodir no palco.

Com um timbre de trovão, já emplacou dois discos. Jarvis foi convidado para gravar um DVD junto com o Jesus Culture – que é um grupo que toca pelo mundo e ainda promove ações por onde passa.

Vale ouvir o americano e acompanhar as etapas de lapidação do talento. Apesar de tocar sozinho, sua voz invade a alma de quem ouve, que alterna fúria e bonança de maneira hipnótica. O cantor americano tem dois álbuns nas costas: Through the Glass (2013) e Atmospheres (2014).

 

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